4 passos para uma boa exposição de produtos no PDV

exposição de produtos no PDV

Além de escolher os fornecedores e os produtos que mais têm a ver com o seu público consumidor, é importante estar atento à distribuição harmônica desses componentes em um PDV, pois isso poderá impactar diretamente nas vendas.

Ao tratar da exposição de produtos no PDV, o empresário proprietário da loja deve lembrar que a oferta para o consumidor de forma mais atrativa vai influenciar a compra, bem como toda a experiência de consumo. Quanto mais atrativa a forma de expor o produto, maior será a chance de reverter a venda e influenciar a compra do cliente.

Portanto, a prática da boa exposição de produtos no PDV pode trazer muitas vantagens para a loja de material de construção, tais como despertar a atenção do comprador e facilitar a visualização do produto, acelerar a rotatividade dos produtos e criar a fidelidade do cliente ao produto e à marca, por exemplo.

Se você precisa de dicas para uma boa exposição de produtos no PDV, acompanhe o nosso conteúdo e entenda em alguns passos como é possível organizar o PDV em uma loja de materiais de construção, para que os produtos ofereçam uma possibilidade de cross selling aos compradores.

Despertar a atenção do comprador

Despertar a atenção do comprador está diretamente relacionado à forma como o lojista proporciona a experiência ao consumidor. Se a loja estiver bem-organizada, fica mais claro quais são as opções de produtos disponíveis no momento. E se estiver tudo bem comunicado, o cliente certamente entenderá melhor o benefício de cada produto.

A questão está também no volume de produtos. Quando o lojista tem um espaço muito apertado e os produtos estão muito próximos e desorganizados, há uma enorme dificuldade de visualização. Do contrário, quando o lojista deixa uma organização com a quantidade adequada pelo espaço que você tem por produto, fica mais claro para qualquer consumidor entender de forma mais fácil o que está exposto.

Organização é o segredo

Há um segredo na quantidade de produtos versus o espaço disponível. É importante considerar que em alguns casos, o vazio vende mais do que a quantidade de produtos. Em uma joalheria, por exemplo, os produtos são poucos e normalmente dispostos com apenas um produto em um espaço grande. Assim, pode-se concluir que quanto mais espaço vazio ao redor de um produto, mais premium fica entendido que ele é.

Portanto, é preciso considerar alguns padrões, principalmente considerando as lojas de materiais de construção. Um planograma adequado (termo técnico para disposição de produtos), feito pela Deca junto com o serviço de display, mostra exatamente onde cada produto vai ficar exposto. Em metal, costuma-se aplicar 15 cm entre os produtos. Nas louças, 60 cm para cada cuba.

Quando se trata das cubas, é comum o expositor ter gavetas. Ter uma parte superior e outros produtos engavetados ou em alturas que não são as mais adequadas, mas são utilizadas para aproveitar o espaço. Com certeza, os que estão na altura ideal, ou na superfície de composição de display, vendem mais. Se o cliente precisar abrir um armário, levantar ou subir os olhos, fazer qualquer movimento a mais para ver o produto, a exposição já tende a ficar prejudicada. A altura ideal varia entre um e 1,60 m.

Destacar as novidades

Ao falar em exposição de produtos no PDV é preciso remeter também a atualização. A loja de material de construção deve sempre ter uma novidade e ter um ponto de atratividade, reservado para lançamentos, em que o lojista consiga dar uma cara nova à loja. É preciso rotacionar os produtos para que a loja fique diferente sempre.

Dicas para a valorização desses produtos

Sempre existem as áreas positivas e negativas. Por exemplo, aqui vão algumas dicas. Deve-se evitar a entrada da loja, os primeiros 5 m — dependendo do tamanho da loja —, porque, quando o consumidor entra na loja, ele demora alguns metros para se ambientar no lugar.

Em uma loja setorizada, é importante — dentro do setor de louças e de metais —  trabalhar a ponta de gôndola, ou seja, a ambientação do espaço sempre no sentido positivo. É preciso considerar o fluxo do consumidor.

O lojista deve se imaginar andando em um home center, com os corredores perpendiculares. A face do corredor a que se está olhando, é a positiva. E a parte contra é a negativa. Isso depende da perspectiva do cliente, mas é fato que as áreas positivas têm maior visibilidade.

Na área positiva, é interessante trabalhar lançamentos, produtos diferenciados e promoções. No caso da marca, produtos que são icônicos, produtos muito diferentes, que chamam a atenção. A Deca tem uma bacia quadrada, por exemplo, a Cubo. Ela deve ser sempre colocada em destaque, pois chama atenção do consumidor, inclusive atraindo também para os produtos ao redor.

Aumentar a identificação da marca

Para quem trabalhar com os produtos Deca, é preciso estar atento para que a logomarca esteja sempre nova, atualizada e o material de comunicação deve estar sempre conservado. E, se possível, é preciso demonstrar sempre a comunicação dos benefícios, a partir de materiais institucionais da marca, como os panfletos.

Impactos negativos de uma exposição ruim

Uma exposição ruim traz má-experiência ao consumidor. É preciso garantir que o produto exposto esteja em boas condições, principalmente completo, sem a falta de componentes ou peças.

O consumidor brasileiro é muito sinestésico, ou seja, precisa encostar no produto para atestar a qualidade dele. Se uma torneira estiver folgada, por exemplo, isso irá denegrir o produto e prejudicar a exposição. Portanto, a prática da exposição exige manutenção permanente.

Ambientação

É interessante ainda fazer a ambientação. Sempre que o lojista puder, ele deve sugerir a aplicação ao consumidor. Experimentar o produto com água, no caso da torneira, por exemplo, seria a melhor experiência, embora seja um experimento mais alto.

Por exemplo, ao colocar um display de chuveiro funcional — fazer com que o consumidor visualize o produto funcionando — houve um aumento de 30% das vendas em uma rede de autosserviço da Deca, no Rio de Janeiro. Portanto, o lojista deve ter em mente que sempre que for possível propiciar a experimentação, é interessante. É um investimento alto e é necessário estrutura, mas compensa.

Também se pode ambientar de outras formas, principalmente para o consumidor que não está acompanhado de um arquiteto ou engenheiro especificador. O lojista deve pensar em  sugerir a combinação da torneira com a cuba e com bacia e até com revestimento. É um serviço de experiência e pode influenciar a compra.

Lógica na exposição

Outra coisa importante: o consumidor tem que perceber uma lógica na exposição. Pode ser de preço — do mais caro ao mais barato ou vice-versa —, ou mesmo de aplicação —  torneira de água fria, depois de água quente; lembrando, por exemplo, de não misturar produtos de cozinha com o de banheiro.

A lógica de exposição de produtos no PDV pode ser ainda por similaridades no design — torneiras que abrem com alavanca, registro redondo, entre outras. Não existe critério certo ou errado, mas é necessário que ele exista. E isso deve ser sempre alinhado com o perfil do consumidor — do mais barato para o mais caro em uma loja mais popular, por exemplo. Daí a importância de o lojista conhecer e entender quem é o seu consumidor. Mesmo que a loja seja pequena, vale ter uma lógica de sequência.

Autoatendimento

Outro ponto importante é o autoatendimento. Ele deve ser eficiente para que o consumidor entenda bem sobre o produto, sem precisar perguntar tudo ao lojista. Quanto mais informação houver, melhor. Conclui-se então que o produto precisa estar bem precificado, ambientado e com as vantagens comunicadas claramente.

E então? O que achou das nossas dicas para melhorar a exposição dos produtos no seu PDV. Também com o objetivo de aumentar as vendas, saiba como aproveitar as datas comemorativas e realizar as ações certeiras na sua loja.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *