Logística integrada: saiba tudo sobre o assunto

logística integrada

Empresários de diversos setores sabem que a competitividade está crescendo e as lojas de materiais de construção não ficam de fora nesse caso. O aumento do número de concorrentes e o público mais exigente requere que as companhias se modernizem e se readequem. Para atender às novas exigências, as empresas têm investido na logística integrada.

A terminologia é literal: trata-se de uma forma de gestão da logística que integra todas as áreas desse processo. O objetivo é reduzir os gastos operacionais, otimizar o investimento dos recursos empresariais e a segurança das atividades.

Quer saber mais? Preparamos um guia completo para aplicar, com sucesso, a logística integrada em seu varejo de materiais de construção.

O que é logística integrada?

A democratização da informação mudou todas as relações interpessoais — inclusive as transações comerciais. As dinâmicas empresariais não ficaram de fora das transformações, que se intensificaram com a popularização da internet residencial, há mais ou menos duas décadas. Essas mudanças têm acontecido de maneira cada vez mais intensa.

A busca do comprador já não é só por bons preços e extensos mix de produtos, mas também por experiências gratificantes de consumo. Buscando adequação aos novos anseios dos clientes, cada vez mais comuns na chamada Era do Cliente em que vivemos, as empresas precisam reduzir custos, agilizar os processos e tornar o contato direto com o público o mais fluido possível. É daí que nasce a Logística Integrada.

O conceito traduz, como o termo sugere, a integração de todo o processo logístico, desde a origem dos produtos até a entrega da mercadoria ao consumidor final. A integração se torna viável com a implementação de um sistema inteligente capaz de controlar o fluxo logístico e dirigir todos os processos que envolvem o departamento.

Um setor recebe a função de traçar os planos de ação, implementar e gerenciar o passo a passo, fazendo com que qualquer ajuste seja feito precisa e rapidamente, antes que qualquer gargalo prejudique o funcionamento das operações.

Geralmente, a logística integrada é subdividida nas seguintes repartições:

Gerenciamento de materiais

Essa parte do setor cuida das operações relacionadas ao fluxo de insumos. Compreender o processo que vai da captação de matérias-primas à fábrica. A administração de materiais tem a atribuição de negociar a aquisição, transportar, fazer o controle de qualidade, gerenciar o acondicionamento etc.

O objetivo dessa repartição é reduzir os custos, otimizar as relações com fornecedores de materiais de construção e agilizar as transações. Dessa forma, o setor consegue boas barganhas de preço com os parceiros, além de entregas ágeis.

A compreensão das necessidades da sua loja de construção civil permite que as solicitações aos fornecedores sejam otimizadas, alinhando a quantidade comprada dos parceiros com as reais necessidades do negócio.

Movimentação de materiais

O responsável pela tarefa transporta os insumos e produtos para gerenciar o abastecimento, evitando que produtos faltem, mas também que sobrem no inventário da loja de construção. A cadeia logística integrada caberá para evitar esses desencontros entre as necessidades do varejo e a capacidade dos parceiros.

O setor também garante o transporte dos materiais em processamento, o que inclui encaixotar e armazenar, mas também administrar esse trabalho de maneira que seja eficiente, considerando o tempo disponível e o espaço para alocação dos produtos.

Distribuição dos produtos

Esse é a última etapa na sequência de processos. É a atividade responsável por levar os produtos ao ponto de venda e, então, ao consumidor final, ou seja, o cliente que frequenta a loja de construção.

É preciso repensar seus processos para operar com qualidade nessa etapa. Sua loja fará entregas? Essa distribuição ocorrerá em um raio de quantos quilômetros? Qual o meio de transporte mais adequado e menos dispendioso, mas que permita o acondicionamento adequado da mercadoria? Como o pessoal da distribuição será treinado? Considere todos esses fatores.

Quais benefícios a logística integrada traz para a loja de materiais de construção?

De forma resumida, podemos dizer que a logística integrada permite e propicia a união e interatividade dinâmica entre os diversos setores que viabilizam os processos da empresa. Em um sentido mais abrangente, ela permite que os gestores coordenem a cadeia de suprimento de forma estratégica.

Ou seja, se a logística se resumia à gestão dos estoques e ao transporte das mercadorias, agora o setor permite um gerenciamento mais eficaz das compras de insumos e produtos, armazenagem, processos produtivos e transporte etapa por etapa.

Ainda é possível monitorar com facilidade, quando se aplica a logística integrada, as atividades dos fornecedores e parceiros da loja de construção, integrando processos que operem de forma interdependente e que impactem nos passos posteriores.

Além da gestão dos processos, a logística integrada cuida da gestão do fluxo de dados que é gerado e repartido ao longo da cadeia de suprimentos. Ou seja, todas as etapas do processo logístico geram informações relevantes para as atividades posteriores. Essas informações precisam ser partilhadas com todos os envolvidos.

Com a partilha de dados, uma série de vantagens é atingida:

Controle de processos

O primeiro e, possivelmente, o principal benefício que a logística integrada proporciona é o controle sobre o fluxo dos produtos e dos serviços da loja de construção civil. Isso quer dizer que, com a integração dos setores e empresas que participam do seu Canal de Suprimentos a empresa observa de perto o fluxo de venda desde a liberação dos produtos até a entrega da mercadoria ao consumidor final, etapa chamada de última ponta do processo logístico.

Melhora na rotina de trabalho

Com o foco distribuído para os outros processos que não são só a logística, a melhoria da rotina de trabalho otimiza toda a cadeia de operações da empresa. Isso acaba beneficiando todos os elos da organização, estejam eles relacionados diretamente com a logística ou não.

Maior produtividade

O controle dos processos e a rotina otimizada de trabalho se refletem em: melhores índices de aproveitamento e produtividade; redução de custos no Canal de Suprimentos; aumento dos lucros do varejo; geração de valor para a marca; e impulsionamento da vantagem competitiva. Isso porque as empresas deixam de ser competidores isolados, passando a galgar espaço no mercado como uma cadeia.

Portanto, a logística integrada se trata da evolução do gerenciamento logístico comum no mercado. Isso devido a ela deixar de manter o foco apenas em atividades operacionais e passar a gerenciar e acompanhar outros processos que também fazem parte da cadeia de suprimentos, desde o fornecedor de matéria-prima, até a chegada do produto no cliente final.

Assim, sua empresa ganha autonomia sobre toda a cadeia de recebimento e distribuição de produtos e garante, ativamente, que o consumidor final está satisfeito com a transação. Agora, confira os principais erros em logística:

Quais os principais erros em logística que toda loja já cometeu?

O Canal de Suprimentos é composto por atividades integradas que, quando gerenciadas e centralizadas na mão do gestor, conseguem gerar mais valor. Isso se reflete diretamente no valor dos serviços e também nos produtos oferecidos ao cliente final, já que a eficiência aumenta quando há um controle rígido da cadeia.

O setor de logística, com os novos métodos implementados, pode melhorar as negociações com fornecedores, fidelizar clientes, aumentar a eficiência da marca e criar oportunidades de crescimento em seu setor. No entanto, para ver os benefícios, o esforço é necessário e os processos devem ser alinhados.

Nenhuma etapa pode sofrer com gargalos, ainda que pareçam mínimos, já que toda a cadeia que se segue será afetada pelos lapsos operacionais. Listamos, então, os erros mais comuns que sua loja de construção deve evitar. Confira-os:

Ignorar a dinâmica da cadeia de suprimentos

A cadeia de suprimentos é modelada por diversos processos predeterminados, mas que também são dinâmicos. O que isso quer dizer na prática? Que toda etapa pode influenciar as seguintes e alterá-las, negativa ou positivamente. Por isso, é preciso observar as particularidades da logística na sua empresa, e não aplicar modelos prontos e engessados.

Cada setor do Canal de Suprimentos, deve ter suas metas individuais, mas é claro que essas metas devem estar alinhadas ao objetivo maior, que norteia o setor logístico como um todo. O gestor deve estar preparado para tomar as melhores medidas diante dos imprevistos.

Não se preocupar com a redução de custos

As tarefas diárias podem consumir bastante tempo dos profissionais, não só do gestor, mas de todos os envolvidos no processo logístico do varejo de materiais de construção. O agendamento de recebimentos e entregas é uma das atividades que podem estar consumindo mais tempo e recursos do que o necessário.

Terceirizar parte das operações pode ser a solução. Contar com parceiros especializados nas atividades diárias facilita a execução dos processos e permite a criação de uma cadeia de suprimentos que opera de forma transparente, padronizando as ações dos envolvidos. O resultado é a economia de custos, que pode se reverter em investimentos estratégicos.

Errar na previsão de demanda

Para cortar custos desnecessários, devido ao estoque excessivo, e para não perder oportunidades de venda por conta do estoque faltante, toda a demanda da empresa deve ser calculada com base em dados sólidos. Para ter sucesso na empreitada, a marca deve conhecer o mercado e antecipar-se quanto às demandas, sazonalidades e retrações no comportamento do consumidor.

Assim, estude seu público e tenha ciência dos hábitos de compra desse cliente. O ideal é estudar os dados reunidos anteriormente pela empresa, como relatórios de venda ou pesquisas de mercado, e identificar os produtos com mais saída e aqueles que costumam atravancar no estoque. A avaliação ainda permitirá analisar os clientes que diminuíram a frequência de compras. Desta forma, a marca pode criar ações para reconquistá-los.

Deixar o estoque de lado

Esse é outro erro frequente que pode causar o excesso de itens acumulados ou a falta de produtos em quantidade suficiente para atender às demandas dos clientes. Em qualquer um dos casos, a consequência é o prejuízo para as contas da organização.

Alinhe os processos à gestão do estoque, pois ela é um ponto fundamental na logística e pode impactar sua lucratividade e o preço dos itens para o comprador final do negócio. Mantenha qualquer entrada e saída registrada, a fim de monitorar as quantidades disponíveis de cada mercadoria no inventário da loja.

A falta de organização gera diversos problemas: desperdícios, extravios, avarias nos produtos e faltas. Evite esses transtornos com uma administração cuidadosa.

Ignorar os avanços tecnológicos

Controlar os processos, inclusive a gestão dos estoques, é essencial. Mas, fazê-lo de maneira analógica, utilizando métodos que já caíram em desuso, é improdutivo e custoso para a sua loja.

O uso de sistemas informatizados melhora a visão dos processos e traz mais precisão à execução. Quando você não conta com sistemas tecnológicos, diversos problemas podem surgir no percurso da cadeia de suprimentos, como inconsistências e erros de registros que levam ao retrabalho. Isso significa mais despesas de tempo e monetárias.

Outro benefício gerado pela tecnologia é o monitoramento etapa por etapa. Com isso, os gestores podem fazer ajustes e intervir — e até se antecipar — diante de qualquer gargalo que surja ou ameace surgir na logística.

Além disso, ocorre a automatização de tarefas, que melhora o fluxo operacional e facilita a gestão, já que tarefas simples podem ser destinadas ao software. É possível, por exemplo, rastrear as cargas, aumentando a segurança e garantindo cumprimento de prazos.

Processos mal traçados

Padronizar os processos é importante para que as operações sigam a qualidade esperada pela gestão. Os termos e condições também podem ser aplicados para aumentar o controle.

A pretensão em definir melhor os processos e não deixar que se tornem estáticos e inflexíveis. Para que adequações sejam feitas, todas as ações praticadas devem ser revistas, reavaliadas e, se necessário, adaptadas. A marca não pode ter medo de mudar.

É função dos gestores levantar os detalhes sobre os fluxos das atividades e divulgá-los para toda a equipe. Definir métricas, comportamentos e aplicar o fluxograma são algumas das alternativas.

Não definir métricas e avaliar resultados

Quando os processos estão funcionando bem, alguns gestores tendem a abandonar o acompanhamento de resultados. Diante das oscilações e constantes transformações do mercado varejista, torna-se um risco deixar de lado as avaliações.

Conte sempre com os indicadores-chave de performance (os chamados KPIs) e métricas para monitorar o desempenho das atividades, a produtividade da gestão e dos colaboradores, vendas e qualidade dos produtos fornecidos pelos parceiros.

Com as informações em mãos, pode-se otimizar a logística para os períodos de baixa nas vendas, identificando-os com antecedência. Para isso, estabeleça metas e fique atento no desempenho das funções por cada colaborador.

Falta de comunicação entre setores

Quando a empresa não se preocupa com a integração dos setores, há grandes possibilidades de uma atividade interferir de maneira negativa em outra ação da cadeia de suprimentos. É essencial que todas as áreas trabalhem em sinergia para assegurar mais fluidez e melhor comunicação interna.

Do contrário, os desencontros nas ações dos colaboradores podem prejudicar significativamente o processo logístico, gerando custos desnecessários e insatisfação no consumidor. O gestor deve se integrar com as demais equipes das quais depende o processo logístico, abrindo os canais de comunicação.

O engajamento e a motivação também aumentam quando a equipe sente que pode expor suas ideias e que será escutada. A comunicação bem encaminhada evita maus entendimentos e ruídos.

Como aplicar a logística integrada?

Diferentemente do que acontecia antes das novas práticas logísticas, o setor era visto como uma etapa operacional de menor relevância, que servia principalmente para gerar gastos. Porém, na verdade, a área é altamente estratégica e pode se transformar em um diferencial competitivo. Por isso, todas as fases do processo devem operar em conjunto.

Mas como aplicar a logística integrada na loja de construção e conseguir os melhores resultados? A gente explica o passo a passo.

Mantenha a comunicação fluida

O primeiro passo é investir na comunicação entre as áreas envolvidas no processo de logística. Pode ser necessário readaptar a cultura organizacional, mas o primeiro passo é importante e necessário.

Companhias com moldes engessados geralmente têm uma cultura construída de forma mais fragmentada, ignorando a integração de setores. Essa tradição pode ser uma dificuldade na hora de remodelar processos e engajar o time.

Antes de exigir que os colaboradores interajam e passem a dividir dados, é importante que a loja invista na comunicação interna e demonstre praticamente que os canais estão abertos.

Assuma as atribuições de gestor do processo

Como a logística integrada exige uma gestão cuidadosa e detalhada, é fundamental ter uma descrição sólida de cargos para cada colaborador e mostrar para os profissionais o impacto de seu trabalho dentro da cadeia logística. Todos os envolvidos devem ter ciência do organograma e conhecer os objetivos e metas da companhia. Se possível, os colaboradores devem ser envolvidos na criação desses planos de ação.

O gestor, por sua vez, tem a incumbência de realizar a identificação do papel de cada funcionário e servir como norte para os demais. Facilite a comunicação e esteja pronto para receber e fornecer feedbacks de desempenho. O gestor também deve ser apto a identificar erros com antecedência e tomar ações corretivas.

Aposte na tecnologia

Unificar e organizar a logística integrada é mais fácil com a ajuda da tecnologia, como já demonstramos. Apesar das inúmeras soluções em softwares ERP, muitas empresas continuam concentrando grande parte de suas informações estratégicas em colaboradores.

Deixar um único profissional por conta de organizar as informações aumenta a ocorrência de erros de fator humano. As falhas podem ser causadas por distração, descuidos e até erros de digitação, obrigando a empresa ao retrabalho e gerando custos inesperados.

A concentração de dados estratégicos também atravanca a prática de uma gestão transparente. Sem isso, não há logística integrada.

O uso de softwares democratiza a informação para toda a equipe. Qualquer membro do time que se disponha de um dispositivo com acesso ao sistema poderá visualizar os registros, viabilizando a integração.

Gerencie os parceiros

Na hora de gerir as relações com fornecedores, é importante que os objetivos almejados pela logística integrada também engrenem os parceiros. Se o que a empresa almeja é conseguir linearidade e coesão nas atividades, a companhia fornecedora deve trabalhar com transparência e competência, de forma a não comprometer as atividades da sua loja de construção.

Assim como uma gestão de excelência dos fornecedores é essencial, qualquer profissional terceirizado também requer um olhar cuidadoso. Priorize a qualidade dos serviços dos terceirizados, sem deixar de observar se os princípios organizacionais do seu varejo se enquadram nas práticas desses profissionais.

Uma parceria de sucesso impulsiona sua logística e aumenta seus lucros. Esses são os passos mais importantes para que a logística integrada seja colocada em prática na sua loja de construção.

Concluindo, a logística integrada se trata da evolução das antigas práticas logísticas, já que esse modelo moderno não mantém o foco apenas em atividades operacionais — recebimento de mercadorias, gestão de estoques e distribuição, entre outras — e passa a gerenciar demais fases operacionais que também estão relacionadas com os suprimentos.

Da escolha do fornecedor de insumos até a distribuição para os consumidores finais, esse molde de gestão logística visa manter a integração, a fim de que nenhuma ponta solta prejudique as etapas posteriores do transporte e entrega dos produtos.

Mas não se engane pensando que a logística se trata apenas do caminho das mercadorias quando em trânsito. A gestão dos estoques, a gestão de compras e os estudos do comportamento do consumidor, como vimos, fazem parte também desse grande braço empresarial.

Esqueça a ideia de que a logística representa apenas uma despesa: ela é um dos canais diretos de relação com seu público-alvo. O empreendedor, que se aproveita do setor e o reconhece como estratégico, sai na frente da concorrência. Lembre-se de que a compra de um produto e a espera pelo recebimento geram um estado de ansiedade no consumidor, que quer receber o que foi comprado dentro da qualidade contratada e do prazo acordado.

Surpreender positivamente o cliente nessa fase em que ela está ansiando pela chegada da compra é um acerto do gestor. Dirigir o Canal de Suprimentos desde os fornecedores também garante que os parceiros entregarão produtos de qualidade, que farão o agrado do seu comprador.

Para gerenciar com qualidade a sua cadeia logística desde os parceiros, aprenda as melhores práticas no gerenciamento da cadeia de fornecimento!

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